Boas sacadas do Gajim e Jabber

segunda-feira, agosto 17th, 2009

No meu GNOME, um dos aplicativos mais executados é com certeza o mensageiro instantâneo Gajim. Atualmente, tenho gostado bastante de alguns recursos, miguxos bem legais de usar. São os recursos de “Humor”, “Atividade” e “Sintonia” que estão disponíveis quando usando um servidor Jabber que implemente o PEP.

Recursos do Gajim

Ativando os recursos:

Janela com recursos do Gajim

Recurso de Humor:

Humor

Recurso de atividades:

Lista de atividades

Recurso de sintonia:

otubo curtindo um som

Como já foi dito, para poder usar os recursos é necessário ter uma conta Jabber em um servidor que implemente o PEP. Não vale ser e-mail do GMaill, pois o Google não implementou no seu servidor o PEP. Caso não tenha uma, é possível criar uma no próprio Gajim, ou em outro client de XMPP, como o Empathy. Para isso é só ir em “Editar > Contas > Adicione”

servidor

Em servidor coloque “jabber-br.org”, avance e escolha um usuário e senha. O servidor Jabber-br é muito bom e administrado pelo amigo Cascardo.

Caso não saiba nada sobre o assunto de Jabber/XMPP recomendo ler o ótimo artigo da AmandinhaKee (aka) Amanda-GNOME.

Obs: Obrigado ao Otubo, por me permitir divulgar seu gosto musical e endereço Jabber.

Atualização: Muitas pessoas me perguntaram sobre o transportes do Gajim para o MSN e outros. Eu indico para leitura este artigo aqui.

Sumiço

quarta-feira, abril 15th, 2009

Sim, eu sei, tenho estado sumido daqui. Tenho passado por uma série de coisas, que sim, me tomam tempo. Só que além de tomar tempo, essas coisas tem me feito pensar nas coisas que de fato me importo. Em prioridades da vida. E por um tempo, tenho me sentido bem por estar assim, um pouco mais down, mais no “mundo real”. Mas isso não quer dizer nada além disso. Aos poucos, estarei de volta.

Sobre fatos do software livre, coisas muito boas aconteceram durante o último ano. Diversos dos meus amigos passaram a utilizar softwares livres no Windows, e muitos outros passaram a utilizar Linux com o meu incentivo, como o WagnerGomes que dias atrás me disse estar muito satisfeito com seu Fedora. O caminho que utilizei foi  muito simples: mostrei-os utilizando, expliquei um pouco sobre, sem forçar.Essas são coisas que profissionalmente e pessoalmente me fazem feliz.

Também nos últimos meses, conheci muita gente legal, que faz o mundo do software livre, que almoça ao meu lado, que trabalha na mesma rua, que mora no mesmo bairro e que frequenta os mesmos bares.

Tive a oportunidade de traduzir o Gajim, um dos programas mais utilizados no meu GNOME. Agradeço ao Junix, pela oportunidade!

É isso…

XFCE4.6.0

sexta-feira, março 6th, 2009

Uma imagem vale mais que mil palavras? Então tá..

xfce-4.6.0

Sobre

sexta-feira, setembro 19th, 2008

Sobre mim:

Djavan Fagundes

Mineiro de Belo Horizonte;
Graduado em Ciência da Informação pela PUC Minas;
Trabalha atualmente com análise de teste e qualidade de software na Squadra Tecnologia.
Possui conhecimentos em redes e infra estrutura;
Possui interesse em programação com a linguagem Ruby;

Usuário e entusiasta do Linux desde 2005 – Linux Counter #436478

Distribuições Preferidas

* Slackware
* Debian – Atual
* Fedora – Atual
* Ubuntu

Membro do Time Brasileiro de Tradução do GNOME

Onde encontra-se na internet:

* http://dnoway.net
* http://www.flickr.com/people/dnoway/
* http://www.flickr.com/people/dnoway2/
* http://identi.ca/dnoway

Contato:

Jabber/ E-mail: dnoway em gmail ponto com

It’s not the Gates, it’s not apples, it’s the bars

sexta-feira, julho 4th, 2008

Divulgando dois artigos muito interessante que li de ontem para hoje que discutem de formas diferentes o mesmo assunto. Um aponta como seria o mundo da computação se as escolhas de Jobs tivessem sido diferentes e o outro discute sobre as sujas escolhas de Bill Gates. Ambos são bem interessantes, considero-os leituras obrigatórias! Um deles foi traduzido pelo Terramel, cuja assinatura é do Richard Stallman.

A world ruled by Apple.

It’s not the gates, it’s the bars!

Leia também:

Os sete hábitos do usuário Linux eficiente

segunda-feira, maio 19th, 2008

Completando e complementando, segue na íntegra, lista com Os sete hábitos do usuário Linux eficiente, publicados no blog do Cid Andrade. Versão “inspiradora” em inglês aqui.

*ATUALIZADO 21/05/2008. Obrigado Leonardo Fontenelle e Celso Fernandes.

1. Nunca permanecer logado como “root”

Esta é uma dica valiosa. Muitas bobagens podem ser feitas (em qualquer sistema operacional) quando o utilizamos logados com poderes de super-usuário. Um comando mal escrito é o suficiente para causar um grande estrago. Portanto

* Use “su” ou “sudo” para executar alguma tarefa administrativa – e somente quando isso for imprescindível – e feche a sessão assim que possível.
* Se for inconveniente trabalhar no modo texto, execute algum programa gráfico com “gksu”, “gksudo” ou “kdesu”. por exemplo, pressione + e digite “gksudo nautilus /tmp/”. Feche a aplicação assim que completar a tarefa.

2. Forneça nomes convenientes a seus arquivos

Em Linux você pode utilizar virtualmente qualquer caractere no nome de um arquivo. Mas nem todos são convenientes e podem trazer problemas na hora de serem utilizados. Então

* Utilize somente caracteres alfanuméricos (preferencialmente minúsculos), ponto, hífen e sublinhado.
* Fuja incondicionalmente de símbolos como porcentagem, cifrão, chaves e colchetes. Eles têm significados especiais e podem causar má interpretação
* Edite o seu arquivo FSTAB, inserindo UTF-8 nos parâmetros. Exemplo: defaults,utf8,umask=007,gid=46 0
O utf-8 oferece a possibilidade de se utilizar acentuação em seus arquivos.

3. Mantenha o diretório /home em uma partição distinta

O diretório /home mantém dados pessoais dos usuários. Se ele estiver em uma partição em separado, você pode ficar à vontade para fazer reinstalações do sistema operacional, basta não formatar esta partição. A próxima versão do Ubuntu (8.04) deve permitir fazer uma reinstalação sem sobrescrever este diretório, mas ainda é uma boa prática mantê-lo em separado. Se necessário, consulte o Ubuntu Blog para ver como mover o /home para uma partição exclusiva. Esta idéia também pode se aplicar a outras diretórios como /Músicas ou /Vídeos

4. Gerencie eventuais travamentos

O Linux é muito robusto e estável, mas é possível que você depare-se com situações de travamento. Particularmente, eu nunca assisti a um travamento do sistema operacional em si. Mas programas isolados podem travar e começar a utilizar recursos de forma predatória. O hardware também prega suas peças de vez em quando. E ações inapropriadas de usuários – especialmente quando com poderes de root – também podem ser perniciosas. Mas não pressione o CTRL+ALT+DEL em vão. Nem aperte o botão de Ligar/Desligar de seu computador. Tente seguir estes passos

* Mantenha um item de “Fechar Forçado” em seu painel (as barras no topo ou no base de seu desktop). Se um aplicativo travar, clique neste item e depois sobre o aplicativo desobediente, terminando-o
* Abra um terminal e digite “ps -A | less” ou um “top”. Procure o número do processo (PID) que deseja fechar e mate-o com um “kill -9 PID”
* Use o “killall”, como um “killall firefox”
* Utilize “ALT+F2″, digitando na janela “xkill” e clicando na aplicação travada.
* Se a interface gráfica estiver comprometida e não for possível abrir um terminal, pressione CTRL+ALT+F1, abra uma nova sessão e siga os dois passos anteriores por lá
* Se a solução for reinicializar a interface gráfica, tente fazê-lo com as teclas CTRL+ALT+BACKSPACE
* Se nada estiver funcionando e reinicializar o sistema completo for a única saída utilize o CTRL+ALT+F1, abra uma nova sessão e use o CTRL+ALT+DEL nesta sessão
* Se você chegou até aqui é que a situação deve estar realmente crítica. Mesmo assim, ainda há um passo antes do botão de Liga/Desliga. Utilize as teclas de emergência ALT+PRINT SCREEN+O para desligar o sistema ou ALT+PRINT SCREEN+B para reiniciá-lo. Conheça outras teclas de emergência no Wiki em português do Ubuntu ou tente o último recurso.

5. Teste até se encontrar

Um amigo pode ter lhe influenciado a escolher determinada distribuição ou interface gráfica do Linux. Provavelmente terá sido uma opção que funcionou bem para ele. Mas, e para você? Pode ser que exista outra opção mais produtiva. Veja o Ubuntu, por exemplo: usuários “clean” gostam da interface Gnome padrão, os mais habituados a interfaces de outros sistemas operacionais preferem o KDE do Kubuntu, quem tem equipamento mais modesto tem de se virar com XFCE do Xubuntu, estudantes do ensino fundamental podem gostar do Edubuntu, quem trabalha com multimídia prefere o Ubuntu Studio e assim por diante. Então, faça experiências. Você pode utilizar uma partição somente para testes, um computador ou mesmo utilizar um virtualizador para isso.

6. Adote a Interface em Linha de Comando (modo texto)

Sim, a interface gráfica facilita – e muito – a nossa vida. Eu posso passar dias sem utilizar uma interface em linha de comando. Mas o poder e a flexibilidade que este tipo de interface oferece é inigualável. Muitas tarefas que dependem de múltiplas janelas e cliques podem ser executadas com um único comando. Aprenda cada dia um pouco mais sobre a interface em linha de comando.

7. Esteja sempre pronto para utilizar o Linux

Sabe quando seu amigo pede para que você faça algo no computador dele – que só tem outros sistemas operacionais – e você sabe que tudo seria mais fácil se estivesse usando Linux? Então mantenha por perto uma opção para utilizá-lo. Pode ser uma versão que execute de um CD ou de um pendrive, mas pode ser sua salvação. Já tive um amigo cujo computador travou, executou um aplicativo de verificação de disco e removeu um certo diretório da máquina dele – o diretório /Windows. O computador estava operacional, mas sem a interface gráfica, algo abominável para alguém como ele. Um Linux que rodava a partir de um disquete e uma unidade de backup externa foi o que eu precisei para preservar todos seus arquivos, embora eles tenham perdido seus nomes longos. Até mesmo um software antivírus executado de um pendrive com Linux pode quebrar um bom galho.

8. Um passo além

Eu gostaria de adicionar mais um item à lista. Ajudar novatos também é muito bom. Não apenas para fazer uma “boa ação”. Mas novatos costumam trazer desafios que nos obriga a estudar ainda mais e crescemos com isso. E esse novato ainda vai crescer e quando menos esperarmos, irá nos ensinar alguma coisa.

Leia também:

FLISOL – Belo Horizonte

segunda-feira, abril 14th, 2008
Estão abertas as inscrições para o FLISol BH! O evento irá acontecer dia 26 de Abril na Universidade Estácio de Sá no Bairro Prado no horário de 08:00 às 18:00. Com certeza estarei presente. Faça já a sua inscrição!

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Leia também:

Debian-BR-CDD é retomado

terça-feira, abril 1st, 2008
Fiquei muito feliz ao saber que o antigo projeto Debian-Br-CDD retomou suas atividades, agora ampliado e sob o nome BrDesktop. Meu primeiro contato com o Debian foi utilizando o CDD 1.0. Na época fiquei impressionado com a qualidade da customização, utilizo até hoje o tema da distribuição no meu Etch, espero que mantenham o tema verde =)
As novas versões irão se basear na versão Testing do Debian, que traz a versão mais recentes dos programas. Desejo ao projeto muito sucesso, se conseguir tempo, pretendo ajudar no processo de tradução ou teste.

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Leia também:


The times they are a-changin’

sábado, março 29th, 2008

Indicação do texto escrito por André Tavares, muito interessante, original aqui

Gandhi dizia que quando os fracos começam a se posicionar e agir de alguma forma contra tiranos e opressores, primeiro eles te ignoram, depois riem de tí, quando passam a levar-te a sério, então… tu os vence. É a lógica da resistência pacífica, ou de David (contra Golias).

Pois bem, os Estados Unidos tem um órgão chamado Security and Exchange Commission, ou SEC, que é alguma coisa como o nosso CADE – Comitê Administrativo de Defesa Econômica, que tem por função garantir o cumprimento das lei e regulamentos que regem o mercado e a indústria, pra que se garanta os princípios de competição (minimamente) justa. A Microsoft®, por conta da Lei Anti-Trust (americana) está sob intervenção do SEC (mas toda empresa de determinado porte fica sob supervisão desse orgão).

Anualmente a empresa tem que emitir um documento que descreve minuciosa e claramente suas atividades, chamado 10-k. E no 10-k da Microsoft desse ano há algumas passagens muito, mas muito interessantes. Gostaria de apresentar alguns excertos escolhidos e apresentados por Larry Cafiero (onde fiquei sabendo do acontecido). Vejamos:

Our business model has been based upon customers paying a fee to license software that we developed and distributed . . . . In recent years, certain “open source” software business models have evolved into a growing challenge to our license-based software model.

Open source commonly refers to software whose source code is subject to a license allowing it to be modified, combined with other software and redistributed, subject to restrictions set forth in the license. […] A prominent example of open source software is the Linux operating system.

Although we believe our products provide customers with significant advantages in security, productivity and total cost of ownership (emphasis added to highlight both the audacity and humor of this clause), the popularization of the open source software model continues to pose a significant challenge to our business model…

…including continuing efforts by proponents of open source software to convince governments worldwide to mandate the use of open source software in their purchase and deployment of software products.

To the extent open source software gains increasing market acceptance, sales of our products may decline, we may have to reduce the prices we charge for our products, and revenue and operating margins may consequently decline.

Tradução meia-boca:

Nosso modelo de negócio é baseado em consumidores pagando uma taxa pela licença de uso do software que nós desenvolvemos e distribuímos… Nos últimos anos, certos modelos de negócios de software open source se tornaram um crescente desavio para nosso modelo baseado em licenças de software.

Open source refere-se àqueles softwares cujo código está sujeito a uma licença que permite que seja modificado, combinado com outros softwares e redistribuído, sujeito às restrições descritas na licença… Um exemplo proeminente de software open source é o sistema operacional Linux.

Embora nós creiamos que nossos produtos forneçam a nossos clientes significantes vantagens em segurança, produtividade e o custo total de propriedade, a popularização do modelo de software livre apresentou um desafio significante para nosso modelo de negócio…

…incluindo esforços contínuos dos defensores/promotores do software livre para convencer governos em todo o mundo a obrigar/exigir o uso de software open souce em suas aquisições e distribuição(?) de produtos de software.

Na medida em que o software open souce ganha aceitação crescente do mercado, as vendas de nosso produtos caem, e nós temos que reduzir os preços que cobramos por nosso produtos, e o lucro e margens operacionais conseqüentemente também diminuirão.

É isso aí, meninos e meninas, hoje aprendemos que o crime não compensa, ops! ;)

A Microsoft teve que reconhecer que que o modelo livre é melhor e mais eficiente. Demorou, mas está lá. Vida longa ao Linux!

Hello 2008

terça-feira, janeiro 8th, 2008

Olá! Primeiro post do ano 2008. Assim como o Terramel, eu também estive muito ocupado com outros projetos, sendo um deles algumas coisas do GNOME. Bem, prometo ser menos turista por aqui. Bom 2008 pra todos.

Relacionados:

* 10/11/2007 – Djavan no Top 10 do Bugzilla?
* 20/07/2007 – Contribuição

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