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	<title>dnoway.net &#187; competição</title>
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	<description>Por Djavan Fagundes</description>
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		<title>Sobre inovação, abertura e visão de mercado</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Feb 2008 18:12:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>dnoway</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Renomeando o artigo que Daniel Domeneghetti havia intitulado: API’s, Gates e Pelé.
Muito boa análise!
—
 
Ao anunciar a abertura de parte dos APIs de seus produtos, a Microsoft mais uma vez cedeu ao óbvio. Ou evolui, ou sai de cena. 
 
Clayton
Christensen diz que as empresas líderes que se tornam reféns de grandes
clientes, de grandes produtos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="justify">Renomeando o artigo que Daniel Domeneghetti havia intitulado: API’s, Gates e Pelé.<br />
Muito boa análise!<br />
—</p>
<div align="justify"> </div>
<p align="justify">Ao anunciar a <a title="Microsoft muda estratégia e aproxima-se de comunidade de software aberto" href="http://idgnow.uol.com.br/mercado/2008/02/21/microsoft-surpreende-ao-anunciar-novos-principios-de-abertura-para-produtos">abertura de parte dos APIs de seus produtos</a>, a Microsoft mais uma vez cedeu ao óbvio. Ou evolui, ou sai de cena. </p>
<div align="justify"> </div>
<p align="justify">Clayton<br />
Christensen diz que as empresas líderes que se tornam reféns de grandes<br />
clientes, de grandes produtos e de grandes modelos de negócios não<br />
inovam e são banidas do mercado. Quem não inova perde o bonde da<br />
competitividade. A Microsoft encontra-se mais uma vez em uma<br />
encruzilhada estratégica. </p>
<div align="justify"> </div>
<p align="justify">Tecnologia é sobre evoluir. Ganhar dinheiro a partir da inovação.<br />
Bill Gates sempre soube ganhar dinheiro, mas nunca foi bom em inovação.</p>
<div align="justify"> </div>
<p align="justify">No mundo fechado dos anos 80-90, copiar/comprar o inovador e<br />
colocar o produto mais rapidamente no mercado funcionava. No mundo<br />
aberto, da internet e do intangível, empresas fechadas são bichos mais<br />
atrasados na escala darwinista da evolução corporativa.</p>
<div align="justify"> </div>
<p align="justify">Copiar<br />
e/ou comprar está no DNA da Microsoft desde sempre. Não prever ou<br />
reagir lentamente às rupturas também. Primeiro a Xerox com os sistemas<br />
operacionais tipo Windows. Depois o Netscape com os navegadores de<br />
Internet e Linus Torvalds com o Linux. No começo do milênio, seu maior<br />
rival de ego, Steve Jobs, com a revolução “i” do entretenimento online<br />
e, mais recentemente, a pedrada final do Google e os serviços online<br />
gratuitos. Nada disso veio da Microsoft. </p>
<div align="justify"> </div>
<p align="justify">A empresa não entende<br />
de cenários e conjunturas; entende de fazer melhor o que já faz. A<br />
Microsoft é boa em incrementar o que faz; e comprar quem ameaça sua<br />
posição, quem faz o que ela não faz, mas precisaria fazer.</p>
<div align="justify"> </div>
<p align="justify">Com<br />
sua estratégia fechada-dominante, no mundo fechado dos anos 80-90. A<br />
Microsoft dominou a onda dos sisops (sua vaca leiteira até hoje) e<br />
quase perdeu a onda dos navegadores. Mas conseguiu vencer. Havia fit<br />
entre sua estratégia e o comportamento do mercado.</p>
<div align="justify"> </div>
<p align="justify">No mundo<br />
aberto da Internet, era óbvio era que a gigante de Redmond jamais<br />
conseguiria vencer as redes de colaboração e produção compartilhada de<br />
softwares. É bom, é aberto, é barato. Perdeu a hegemonia de boa parte<br />
das categorias de produto, mas acima de tudo perdeu desenvolvedores,<br />
evangelizadores e admiração de muita gente do meio. Brigou enquanto<br />
deu. Gastou energia, dinheiro, prestígio e perdeu. </p>
<div align="justify"> </div>
<p align="justify">Gates se<br />
afastou obcecado pelo Google. Quer comprar o Yahoo!. O Yahoo! não quer.<br />
Quer dominar os serviços web. Mais uma vez vai tentar remendar<br />
comprando o que deveria ter enxergado… se fosse uma empresa aberta em<br />
seu DNA.</p>
<div align="justify"> </div>
<p align="justify">Mais ou menos como Tyson, Michael Jackson e os próprios<br />
Estados Unidos, a Microsoft paga o preço do domínio. Quem está no topo<br />
não enxerga bem o cenário. Se perde estrategicamente em seu esquema e<br />
decide errado, faz besteira.</p>
<div align="justify"> </div>
<p align="justify">Empresas abertas inovam. Empresas fechadas quebram. Essa é a lei da física. Leiam Clemente Nóbrega.</p>
<div align="justify"> </div>
<p align="justify">Agora<br />
a convergência móvel assusta. Google, Nokia e mais um bando de empresas<br />
de tecnologia, internet, mídia, telecom e eletroeletrônicos são<br />
concorrentes da Microsoft. </p>
<div align="justify"> </div>
<p align="justify">Estamos vivenciando uma guerra por<br />
padrões, mercados, usuários, internautas, consumidores… tudo num<br />
liquidificador só temperado com legislações e regulamentações<br />
diferentes. Tudo muito incerto.</p>
<div align="justify"> </div>
<p align="justify">A Microsoft não vai quebrar. Tem<br />
dinheiro e capacidade de reação. A Microsoft pode ser líder em algumas<br />
linhas de produto, mas não vai mais ser hegemônica. Gates se tocou<br />
disso. Gates fez como Pelé. Saiu enquanto era o número 1.</p>
<p>Fonte: <a href="http://idgnow.uol.com.br/computacao_corporativa/ti_corporativa/idgcoluna.2008-02-22.0468581186/">IDGNOW</a></p>
<p>Technorati Tags: <a class="performancingtags" href="http://technorati.com/tag/m$" rel="tag">m$</a>, <a class="performancingtags" href="http://technorati.com/tag/linux" rel="tag">linux</a>, <a class="performancingtags" href="http://technorati.com/tag/api" rel="tag">api</a>, <a class="performancingtags" href="http://technorati.com/tag/posts" rel="tag">posts</a>, <a class="performancingtags" href="http://technorati.com/tag/article" rel="tag">article</a></p>
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